domingo, 17 de maio de 2009

Parlatorium

Estando exilada nesse local pastoso (pois só tem pasto) eu não tenho muita variedade de lazer e, principalmente de locais de dança - coisa que aprecio muito! Vou TODA a semana nos mesmos barzinhos, vejo as mesmas pessoas e, sinceramente não aguento mais.

Então eis que surge uma oportunidade, uma boate de Juiz de Fora aqui Muriaé. Itinerante. Isso mesmo, soa estranho, né? Mas lembrem-se das minhas opções.

Metade de mim não queria ir por mil motivos, mas a outra metade ficava falando no meu ouvido que eu "não posso deixar de fazer as coisas", que eu "tenho que socializar", "você não vive reclamando que não dança?", "nunca tem nada para fazer, quando tem você não vai?", e coisas afins...

Bom, começou o troço meio estranho, já que até bem tarde eu não sabia com quem ia, minha amiga não sabia se o namorado ia, se o amigo do namorado ia, se ela ia, se eu teria que ir de carro e, principalmente, não sabia onde era. Ai lembrei que não tinha passado no banco e aqui não tem 24H.

Bom, problemas resolvidos: 10 horas da noite resolvemos ir - eu e ela, pois a avó do namorado dela passou mal e resolveu o impasse. Então: iríamos nós duas, eu dirigindo (não queria, pois ontem eu estava a fim de beber muito), ela me emprestaria dinheiro, às onze horas.

Chegando lá (depois de errar o caminho) estava uma confusão, uma fila quilométrica (mesmo), tive que deixar o carro do lado de fora e um pouquinho longe. Ai começa (mulher é f*!): ela estava de meia calça e scarpin o que, juntando com a pavimentação estilo "pé de moleque" dessa roça, não ajuda em nada! Lutamos e chegamos à entrada.

O tumulto que estava do lado de fora não tinha absolutamente nada a ver com a situação dentro, já que dava até para andar de patins, de tão vazio. Beber: pensamos juntas. Só que tinha outra fila quilométrica para comprar fichas (onde já se viu isso?).

Ai a coisa começou. Primeiro, cadê o maldito Dj? Cadê o segundo ambiente? Dose de vodka (vagabunda) de 1 DEDO? Cd do Rappa tocando? Pensei assim: isso aqui tá igual àquelas domingueiras que eu frequentava com 12 anos.

Nessa, a minha amiga de scarpin meio que começou a reclamar: da música (que ainda não havia começado), da falta de decoração, da fila, da venda dos tickets, do tamanho da dose. Levando em consideração que ela é rockeira amante de The Doors, obviamente a música não ficaria boa a noite toda. Porém, cada vez que ela reclamava eu empurrava o copo para sua boca e logo logo ela começou a rir comigo. (Ah! se algum rapaz ler isso, é um bom truque para calar as namoradas, só perde para o beijo na boca)

Meu humor estava tão insuportavelmente bom (depois da noitada Twilight com Laura - antes da saída) que absolutamente nada ia conseguir abalar.

O Dj chegou. E começou realmente a encher. Ai meu foco mudou, comecei a me divertir (realmente) da situação. Tinha cada figurinha estranha que deve ter: saído da hibernação, dos seus caixões ou do manicômio, talvez. Eu não descreverei as cenas ocorridas aqui, se bem que foram muito engraçadas, pois eu preciso manter uma certa compostura, mas muito troço comédia aconteceu com a gente. Desde flertes comédias, até problemas com namoradas ciumentas, até dar cabeçadas!

Exaustas e fugindo do maldito funk que começou as três horas, no terceiro Dj, fomos para o lounge beber água, finalizando a noite - eu ia dirigir. Olhamos para os pufs e ela vira e fala: "esse ambiente aqui era para ser o segundo ambiente de música né?" Ai eu: "aham, foi mal organizado". E ela: "para que eles penduraram um "piru" no teto?" Eu: "hum?" Ela: "ali olha!"

Em cima dos pufs eles colocaram uma estrutura feita de pano que era TOTALMENTE um símbolo fálico. Brocha, mas ainda um símbolo fálico. Ai quando reparamos direito a situação, a falta de propósito da ÚNICA decoração do salão e da atitude das pessoas embaixo dela, tivemos uma crise de riso que nada fazia parar.

É, definitivamente podia ter sido muito pior. Mas o humor da gente meio que dita o ritmo das coisas, mudando a nossa forma de encarar as situações. Mas, se a Parlatorium itinerante for na sua cidade (aliás, se vc morar na roça e ela passar pelo seu esconderijo) não vá! Falta de organização, música ruim, bebida quente e pouca quantidade, falta de infraestrutura...

6 comentários:

Laura Schwartz disse...

Dependendo da companhia essas noites acabam é boas mesmo. Parece que apesar de tudo você se divertiu. Woot!

Diana Bitten disse...

É, mas foi pelo o que eu comentei, pelo meu humor prévio.

Isso faz TANTA diferença...

Laura Schwartz disse...

Com certeza, vai com a mente leve, né?

Diana Bitten disse...

Cara, no skype eu conto os detalhes.. rsrsr

Nuno Medon disse...

olá! Ainda bem que te divertiste? e vodka de melão, não havia? beijos e um abraço!

Diana Bitten disse...

Ahauhauha Lá vem você com a vodka de melão!

Já te disse que aqui no Brasil eu NUNCA vi! E nem as pessoas com quem eu costumo sair ouviram também!

Se um dia eu for num lugar que tiver ela para vender COM CERTEZA bebo em sua homenagem!

Bjo!