quarta-feira, 1 de abril de 2009

E a vida?

Para que perguntarmos "E ai? Como vai? O que tem feito?" Se não estamos nem um pouquinho interessados na resposta? Meu atual caso.

Conversando com minha "amirmã", cheguei a conclusão que existe a crise dos trinta. Apesar de faltar um ano e meio para chegar à fatídica, acredito que eu já esteja sofrendo suas consequências.

Não sei se a coisa agravou por eu estar totalmente à toa (entendam totalmente como TOTALMENTE), já que estou com o pé direito imobilizado, graças a um acidente evitável, e portanto, de licença médica, sozinha em casa.

Voltando à questão inicial: falta de tolerância. Eu sempre fui uma pessoa meio sem paciência, mas agora chegou a um ponto que, se o que tiverem falando comigo não for: sério, relevante ou me divertir, eu quero distância!

E isso é sério. Você ter que se esforçar para ouvir o que as pessoas estão dizendo, principalmente quando estão empolgadas (com bobeiras) ou estão reclamando (de nada, só por hobbie), é muito complexo para mim, já que, como todos sabem, eu não minto, e nem sei fazer isso.

Estou ficando cada vez mais farta de ouvir besteiras irrelevantes e ter que dar crédito, só por ter algum tipo de afeição à pessoa. Gente, existem SIM coisas sérias, existem pessoas passando fome; existem mães perdendo filhos com doenças, aliás, existem pessoas que querem viver e sabem que não passam de um mês; existem desempregados com filhos; existe uma crise ambiental grave (além da econômica); existe uma terrível politicagem suja; e cada vez mais violência; fora inúmeras outras questões.

Ah, existem, de uma forma alarmante, as "doenças da alma". Claro. Depressão, estresse e ansiedade generalizadas (na minha concepção, já consideradas uma pandemia), obviamente também são sérias. Mas isso não pode se tornar desculpa para as pessoas agirem de forma irresponsável, impensada e, pior, fútil!

Vamos dar o real valor às coisas, sim? Vamos dar importância ao que realmente tem importância?

Isso serve para todos nós. Assim como para mim, pode servir para você também! Sinceramente, me desculpem o desabafo...

2 comentários:

Laura Schwartz disse...

Pois é, mas nunca se esqueça que problemas são pessoais e que se na sua vida tudo está bem com exceção de algo pequeno isso toma dimensões impensadas pra outra pessoa que tem problemas muito maiores. Respira fundo, passa por cima, e seja a pessoa "maior".

E pode vir reclamar pra mim. rsrsrsrsrsr

Mas sim, continuo achando que crise dos 30 existe e que vamos bater nela de frente.

Diana Bitten disse...

Pois é, em circunstâncias normais (que vc sabe que eu não me encontro) eu tenho controle emocional para isso.

Mas nesse momento eu estou a fim de me preservar um pouco, sabe? Guardar minhas energias para mim, ou para coisas relevantes.

Vc entende, né?