terça-feira, 28 de setembro de 2010

Caso ou compro uma bicicleta?

Normalmente sou uma pessoa muito decidida. Ou melhor, sempre fui uma pessoa muito decidida, podiam até me culpar por "excesso de decisão", mas ultimamente a coisa anda estranha. Rrsrs para quem tem convivido comigo pode até pensar que não existe novidade nessa afirmação, já que Diana e estranha são palavras quase sinônimas... mas, sério, a coisa está realmente se tornando insustentável.

Tenho andado com tantas questões em aberto que, para facilitar a minha vida e eu sofrer menos (é, tem chegado a esse ponto), eu simplesmente vou adiando as decisões (nome bonito de FUGA). Invento argumento de tudo que é jeito para justificar esse retardo, o que só agrava mais ainda o fato e o sofrimento.

Explicando melhor, tenho tomado 3 atitudes em relação à essa minha falta de decisão, ou eu as retardo, ou eu tomo decisões impulsivamente (para me livrar logo e depois arco com as consequências) ou decido firmemente por uma opção para dois dias depois decidir firmemente pela opção oposta. Porém...

- Retardar as decisões gera angústia;
- Ficar trocando de opção e cada dia decidir que a outra é melhor gera insegurança;
Mas...
- Tomar decisões impulsivamente é muito PIOR, pois aguentar o tranco depois com as consequências é uma coisa muito difícil para mim, já que preciso viver com uma certeza muito grande sobre tudo na minha vida.

Deixo bem claro que não sou uma controladora desvairada, tá, as vezes até gostaria de ser, mas tenho consciência que não podemos domar os fatos. Simplesmente sou o tipo de pessoa que é mais do time de "se arrepender do que fez", portanto essa coisa de "se arrependa apenas do que vc não fez" tipo Mamily vive pregando NÃO DÁ!

Como é isso??? Porque, diabos, eu vou me arrepender do que não fiz?! Eu hein... senão fiz é porque (SEI LÁ!!) não tinha que ser, ou eu posso fazer depois, quando estiver mais certa... ou nada... era melhor mesmo eu ter feito a outra coisa que optei por fazer, mesmo que seja nada. Entendem?

Agora "se arrepender do que fez" é TOTALMENTE aceitável. Vejam bem, fizemos, mudamos, trocamos, aceitamos, compramos, casamos, damos, recebemos... tem alguma consequência, e qualquer ato feito ou sua consequência é totalmente passível de arrependimento.

Se o ato não foi feito, como se arrepender? Não entra na minha cabeça!! Ai vem aqueles que dizem: "ah, mas e se vc não tivesse feito, não tinha vivido... e se... e se...". "E SE" nada!! "E SE" minha mãe fosse homem eu tinha dois pais! Eu hein... (aliás, pensando nessa frase sendo dita por mim não combina... eu teria um pai rsrs)

Bom, momento euforia passando... voltando ao post desabafo: tomei tantas decisões nos útlimos tempos que me arrependi, tomei tantas atitudes nos últimos tempos que me decepcionei que me tornei um pouco medrosa na hora das escolhas. E esse medo está me matando.

Tenho que me decidir: medo ou sofrimento.

Portanto, depois de uma madrugada reflexiva (rsrsrsr na noite da minha especialização, o que me deixou estragada na aula rsrsrs pior hora, né? Odeio ser mulher e ter crises em momentos inoportunos...) decidi, sofrimento é melhor.

Pelo amor de deus! Ficar refém, medrosa sobre as consequências é sofrer duplamente!! Então que seja para sofrer vambora! Toma a porrada de uma vez e sofre. Nada que com o hábito a gente não se acostume.

Vou começar a pensar menos e a fazer mais merda, ops, melhor dizendo, e a viver mais...

5 comentários:

Laura disse...

Sua conclusão é minha opinião, como dito por e-mail. E sei como é estar nessa indecisão sem ter idéia de qual é o melhor, agir ou não agir, se arrepender por não ter feito ou por ter feito?

Aliás, te procurei no Skype ontem ...

Débora Lauton disse...

Menina,

Quantas dúvidas nessa sua cabecinha...rss
Partindo do pré-suposto (sabe Deus se tem acento ou hifen) de que só a morte é definitiva... é melhor se arriscar e sofrer pelas decisões tomadas do que por aquilo que não fizemos...
Quando tenho uma decisão muito importante pra tomar eu sempre faço um acordo comigo mesma, tipo assim: Se as coisas correrem bem, sem impecilhos ou grandes transtornos é por era para ser... já quando começa a complicar eu pulo fora e penso que é porque não era pra mim...
Até hoje nunca falhou, eu luto pra caramba... mas não dou murro em ponta de faca (esse ditado é meio nojento)...
"Bora" viver... o máximo que pode acontecer é ter de voltar em algum ponto do caminho para corrigir alguns passos dados...

beijos,
Dé...

Diana Bitten disse...

@ Laura:

Não tava no PC. Trabalhei até tardão e tava num desânimo (vc sabe) odioso, melhor mesmo vc não ter me visto rsrs.


@ Débora:

Olá! Obrigada pela visita! E, principalmente pela simpatia.

Pq vc acha que "dar murro em ponta de faca" é nojento? rsrsr Nunca tinha pensado nessa forma!

Beijinhos meninas!

Nuno Medon disse...

oi menina. deves comprar uma bicicleta, daquelas com rodas, que andam nas ciclovias, porque faz bem andar de bicicleta e além disso, fazes exercício e deves-te casar, quando te sentires muito apaixonada, quando sentires o " chamamento " do Amor. E quando isso acontecer, vai em frente, mas o homem por quem te apaixonares, tem de ser boa pessoa e respeitar-te muito. beijos e um bom fim de semana. um abraço

Sapo disse...

olá! como vais ? deves comprar uma bicicleta, porque fazes bem em exercitar o corpo, e não só. Ao andar de bicicleta, apreciamos a paisagem, a natureza e deves-te casar quando amares muito uma pessoa. Essa pessoa tem de ser especial, e amar também o teu filho. beijos e um bom final de semana